Skip to content

A BHP divulgou hoje uma atualização sobre o status do trabalho de remediação e compensação realizado no Brasil após o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em Fundão, ocorrida em 5 de novembro de 2015.

Andrew Mackenzie, CEO, disse: "Dois anos após o rompimento da barragem da Samarco, nossos pensamentos permanecem com as famílias e as comunidades que perderam tantas coisas. Esta foi uma tragédia terrível e nosso compromisso em reconstruir as comunidades e em restaurar o meio ambiente continua inalterado."

"Ainda há muito o que ser feito, mas a Fundação Renova fez progressos significativos desde que iniciou suas operações no ano passado. Os programas ambientais estão andando bem e o instituto regulador de gestão das águas do estado de Minas Gerais identificou que a qualidade da água do Rio Doce voltou aos níveis observados antes do rompimento da barragem."

"Os programas de reassentamento e compensação também fizeram progressos, porém de forma mais lenta do que gostaríamos em algumas áreas. Estamos confiantes no compromisso da Fundação Renova em concluir esses programas o mais rápido possível."

"O trabalho da Fundação é complexo e requer a participação de muitas outras partes que possam afetar seu progresso e tempo de conclusão. Estamos comprometidos com a transparência e com um forte envolvimento da comunidade no trabalho da Renova, para que possamos alcançar resultados positivos nos próximos anos."

Financiamento
A BHP está cumprindo seus compromissos com as comunidades e o meio ambiente através do apoio à Fundação Renova, que foi fundada para implementar os programas de remediação e compensação.

Juntas, a BHP e a Vale comprometeram aproximadamente US$ 1 bilhão destinados à remediação e à compensação desde o rompimento da barragem. Nos termos do acordo assinado com os governos estaduais e com o governo federal brasileiro em março de 2016, as empresas dedicarão pelo menos R$ 3,6 bilhões (US$ 1,1 bilhão) em financiamento adicional disponível para a Fundação Renova a partir de 2018.

Consulta comunitária e científica
O trabalho da Fundação Renova é supervisionado por um comitê formado por representantes do governo federal e estadual e de agências reguladoras, que revisam e aprovam a criação de cada programa e monitora os resultados. Existem também mecanismos formais para garantir a participação da comunidade no trabalho de recuperação. A Renova realizou mais de 1.800 reuniões de consulta desde que começou a operar. A Fundação tem contato diário com a comunidade através de 13 centros de informações com funcionários, localizados ao longo do rio e através de suas equipes de diálogo social. O Painel Consultivo da Fundação, que é composto por 17 representantes das comunidades, da área de educação e da sociedade civil, realiza consultas amplas e participa das reuniões do conselho de administração da Renova.

Os programas implementados pela Fundação Renova são informados por uma série de estudos científicos, além do engajamento de toda a comunidade. A Fundação pediu à União Internacional de Conservação da Natureza, uma das principais organizações científicas mundiais, para formar um painel técnico independente a fim de avaliar seu trabalho e fazer recomendações de melhorias. Esse painel começou a funcionar em outubro de 2017 e é presidido por Yolanda Kakabadse, presidente internacional do WWF e ex-ministra do Meio Ambiente no Equador.

Reassentamento
Imediatamente após o rompimento da barragem, a Samarco forneceu casas alugadas às pessoas que perderam suas casas. Os programas de reconstrução e reassentamento começaram logo depois.

A Renova está implementando um processo participativo com os residentes das três comunidades mais afetadas. Cada comunidade concordou, de forma coletiva, com os critérios para a identificação de novos locais potenciais para seus vilarejos e após votar para selecionar sua opção preferida, cada uma vem atualmente trabalhando com consultores e com a Fundação para desenvolverem o plano urbano de cada local.

O lote para o novo vilarejo de Bento Rodrigues (225 famílias) foi comprado e a Renova está aguardando as licenças de planejamento ambiental e municipal exigidas para o início da construção. Foram comprados oito dos nove lotes necessários para a comunidade de Paracatu (120 famílias). Continuam as negociações na aquisição do lote escolhido pelos cidadãos em Gesteira (20 famílias) onde a escola, o centro esportivo e a praça foram reconstruídos. O trabalho de reconstrução em Barra Longa, outra comunidade afetada significativamente pelo rompimento da barragem, foi concluído em outubro de 2016.

Assistência e Compensação Financeira
O foco durante as conseqüências imediatas causadas pelo rompimento da barragem foi o de ajudar aqueles que perderam parentes, casas ou seus meios de subsistência. Mais de 8.200 cartões de assistência financeira foram emitidos e esses pagamentos atualmente suportam aproximadamente 20 mil pessoas. Os pagamentos compensatórios adiantados também foram feitos às pessoas que perderam seus parentes, suas casas ou seus veículos.

O maior programa brasileiro de compensação já está em andamento, gerenciado por mais de 400 pessoas em 39 cidades. Isso inclui um processo de registro de indivíduos que sofreram perdas e um mecanismo para determinar o pagamento justo que foi desenvolvido com a participação de uma série de partes interessadas.

Mais de 230 mil pessoas (de aproximadamente 400 mil pessoas afetadas) usaram esse programa para resolver suas solicitações referentes à falta de água no período em que o abastecimento municipal foi interrompido. O programa também proporcionará aos indivíduos com meios de subsistência que dependem do rio (por exemplo, pescadores, mineiros que atuam na areia e operadores turísticos) uma indenização por danos morais e materiais e pela perda de renda.

Qualidade da água
A Fundação Renova monitora 80 indicadores em 92 locais ao longo do Rio Doce, tornando o rio o mais amplamente monitorado no Brasil. O IGAM, instituto regulador de gestão das águas do estado de Minas Gerais, confirmou que a qualidade atual da água está consistente com as condições encontradas antes do rompimento da barragem. Pesquisas preliminares confirmaram que peixes retornaram a todas as partes do rio.

Os programas de compensação ambiental da Renova ajudarão a resolver a poluição do rio, não relacionada com o rompimento da barragem e fornecerão água potável às cidades ao longo do Rio Doce. A Fundação Renova iniciou um programa de 10 anos para restaurar 5.000 nascentes que abastecem o rio e o trabalho em mais de 500 nascentes se encontra em andamento. A Fundação renovou 14 usinas de tratamento de água ao longo do Rio Doce e possui programas em vigor para a redução da dependência do rio como fonte de água e para a melhoria dos sistemas de saneamento.

Restauração ambiental
Estão em curso grandes programas de reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem e de provisionamento de compensação ambiental. A Renova realizou trabalhos de restauração nos canais e margens dos 101 afluentes afetados. O desmatamento teve um impacto significativo nos ecossistemas que fazem parte do Rio Doce. O trabalho inicial de replantação foi concluído nos 2.184 hectares diretamente afetados pelo rompimento da barragem. A Renova reflorestará 40 mil hectares como medida compensatória.

Subscribe to news alerts

No keyword(s) entered

Please ensure you enter a keyword and try searching again

Invalid email

Sorry, we are unable to subscribe you. Please ensure you have entered a valid email address and try again.

Subscription received

Thank you for subscribing to BHP Billiton news alerts. Please check your email for confirmation of your subscription.

Subscription confirmed

You have already signed up to our newsletter.

Loading the player...